5g capitais brasileiras

Prazo para 5G nas capitais brasileiras é julho de 2022, garante ministro

De acordo com ministro das Comunicações, a data para implantação do 5G no Brasil está mantida; até julho de 2022, todas as capitais do país terão a tecnologia



Por Redação em 15/10/2021

Com o adiamento do leilão para o 5G, agora previsto para 4 de novembro, a desconfiança sobre quando, de fato, a tecnologia estará disponível no país aumentou. No entanto, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, garantiu que os prazos estão mantidos. Algumas cidades já estarão conectadas até o final de 2021, mas até julho de 2022 o serviço estará disponível em todas as capitais. Os demais municípios, progressivamente, vão receber o novo padrão na sequência. 

A afirmação do ministro foi feita durante evento da Esfera Brasil, realizado em setembro. Na ocasião, ele destacou que o prolongamento da análise do edital da licitação das frequências, por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não interfere no prazo para cumprimento das obrigações por parte das empresas. “Nenhuma das obrigações, investimentos ou prazos definidos no edital serão prejudicados”, garantiu, de acordo com reportagem do IPNews

Quais os estímulos para a implantação do 5G?

Apesar das dúvidas em torno da questão, existem vários interesses e demandas que devem acelerar a introdução da tecnologia. Afinal, o 5G é fundamental para promover avanços nas áreas de saúde e educação, além de melhorar a  infraestrutura das cidades e dos negócios na indústria, comércio, agropecuária e serviços. 

A Internet das coisas (ou IoT), necessária para viabilizar cidades inteligentes, veículos autônomos e maior desenvolvimento na área de medicina e saúde, entre outros pontos relevantes, é apenas um exemplo da evolução decorrente do 5G e de sua necessidade atual. As indústrias e as cadeias de supply chain, o agronegócio, o setor de entretenimento, com soluções de streaming, entre outros segmentos, demandam redes cada vez mais robustas. 

Apenas a título de exemplo, a melhoria da infraestrutura de redes com banda larga de qualidade é um dos temas prioritários do Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro 2016-2025, agenda estratégica construída pelos empresários da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) com soluções para os entraves ao desenvolvimento econômico e social das regiões fluminenses. Dados da Anatel apontam que os investimentos feitos pelo 5G vão refletir no aumento médio de 1% no PIB (Produto Interno Bruto) por ano até 2035 no estado.

Confira alguns exemplos da necessidade do 5G

  • Benefícios ao agronegócio, com veículos e máquinas agrícolas conectados. Além disso, gestores poderão ter acesso a vários dados de forma remota, como condições do solo e necessidade de irrigação; situação de cada equipamento utilizado e sua necessidade de manutenção; localização, saúde e peso de animais, em caso de rebanhos; melhor controle da colheita e armazenamento.
  • Não apenas em fazendas os animais poderão ser monitorados. Seu pet fugiu? Por meio da tecnologia, será mais simples localizá-lo.
  • Nos serviços de streaming, modalidade que cresceu muito nos últimos meses, o tempo estimado para baixar um filme de 25 GB, em um sistema 4G, é de 35 minutos e 47 segundos. Com o 5G, esse prazo se reduz para apenas 21 segundos.
  • Um veículo autônomo, usando 4G, identifica outro em cerca de 50 a 70 milissegundos; já com 5G, o tempo cai para 1 a 5 milissegundos.
  • Na prática, no dia a dia, as videochamadas devem se tornar mais estáveis e a experiência de jogos online, aprimorada.

Conheça o cronograma atual de implementação do 5G

A Anatel prevê a instalação de mais antenas (ou estações rádio base – ERB), o que garantirá a cobertura 5G. 

  • 31 de julho de 2022: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 100 mil habitantes.
  • 31 de julho de 2023: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 50 mil habitantes.
  • 31 de julho de 2024: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 30 mil habitantes.
  • 31 de julho de 2025: capitais e Distrito Federal e cidades com mais de 500 mil habitantes tendo uma ERB a cada 10 mil habitantes.
  • 31 de julho de 2026: Cidades com mais de 200 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes.
  • 31 de julho de 2027: Cidades com mais de 100 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes.
  • 31 de julho de 2028: pelo menos 50% das cidades com mais de 30 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes.
  • 31 de julho de 2029: todas as cidades com mais de 30 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes.


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